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Restauro

Sendo uma das obrigações do Arquivo Distrital permitir aos investigadores a consulta da documentação que possui, é também seu dever preservá-la.

Preservar documentos gráficos inclui o controlo do meio ou ambiente dos espaços onde a documentação é armazenada, o seu acondicionamento correcto, a higienização e o seu tratamento pontual por intervenção directa.

Assim, aproveitando as novas instalações e a articulação de diversos apoios que começaram na Torre do Tombo e continuaram por várias entidades, como a Fundação Gulbenkian, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Câmara Municipal de Leiria, CEPAE e sobretudo o Governo Civil de Leiria, conseguiu-se dar formação na área de restauro de papel e encadernação a duas colaboradoras e adquirir sofisticado equipamento para se instalar o Centro de Conservação e Restauro de Documentos Gráficos.

Iniciando os trabalhos em 25 de Maio de 1998, foi feito primeiro um diagnóstico das patologias orgânicas (microrganismos, insectos, entre outros) químicas (corrosão de tinta ferrogálica, hidrólise ácida, entre outros) a 4.500 exemplares do Fundo do Livro Antigo.

Após essa primeira fase, foram tratados até Dezembro 2005, cerca de 1068 exemplares do Livro Antigo, 123 livros da biblioteca de apoio, 38 volumes de jornais antigos encadernados, 35 livros paroquiais, 3 livros notariais, 410 documentos gráficos e 29 pergaminhos do Fundo do Hospital Termal das Caldas da Rainha. Procederam, igualmente, à higienização dos seguintes Fundos: “Fábrica de Vidros da Guia”, “Horácio Eliseu”, “Correia Mateus”, “Adubos Manuel da Silva Pereira”, “Casa Calado” e “Cadeia de Alcobaça”.
Foram também realizadas 311 capilhas e caixas de acondicionamento para protecção da documentação.

Referimos ainda que o Centro de Restauro do Arquivo Distrital de Leiria presta serviços de aconselhamento técnico no âmbito da intervenção em suporte de papel e disponibiliza-se para a execução de trabalhos mediante orçamento prévio.

Última Actualização: 17 de Março de 2011